23/3/09
Faço
caminhadas todos os dias com meu cachorro e sempre levo os plásticos
para recolher as fezes, mas infelizmente não é o
que vejo os outros fazerem! Na região da "parte nova"
é simplesmente impossível caminhar ali sem pisar
em algo! Vejo muitas pessoas que andam com seus cachorros e não
limpam! E também, tenho observado, na parte da manhã,
o grande número de auto-escolas que treinam por ali. E,
me incomoda muito, ver os alunos, que estão aprendendo,
buzinar para os pedrestes que estão fazendo sua caminhada
matinal. Outro dia, havia uma garota da auto escola Lucas Cintra,
que buzinava o tempo todo para os pedestres. E, minha última
observação é, se o parque, é um dos
pouquíssimos bairros de zona exclusivamente residencial,
por que tem aumentado tanto o número de estabelecimentos
que tem sido abertos na AV. Antonio de Souza Noschese?? E o aumento
do movimento depois da abertura do final da avenida? Mesmo que
um morador, a anos atrás, havia conseguido junto a prefeitura
para que fosse fechada a avenida, construiu um canteiro para que
não passassem carros, os construtores dos prédios
da parte de Osasco, que vendem como parque continental, conseguiram
que fosse aberta. Há alguma coisa que pode ser feito em
relação a isso?? Obrigada!
Patrícia
05/3/09
Gostaria de atraves da SARPAC sugerir homenagem e cumprimentos
a Sra. moradora, alias visinha da sede atual da Sarpac, pelo trabalho
de conservação e limpeza de nossa area verde, que
esta quase totalmente gramada e inclusive com plantação
de outras arvores.
A.Fogaça
Obs.: A "Sra.moradora" é a Diretora da SARPAC,
Dna.Mitika - As nossas homenagens.
13/2/09
Olá, sou moradora do Parque e gostei da reportagem da Trombeta:A
pacífica convivência de cães, flores e calçadas.Tambem
tenho cães, só que não os deixo evacuarem
nas calçadas, pois não os deixo sairem de casa.
Me interessei quando Dr.Flavio Prada falou sobre rações
de qualidade, pois gostaria muito de saber, quais são estas
marcas, já que nunca consegui descobrir.Obrigada!
Carmen
27/11/08
O que muito
incomoda são os inúmeros buracos da Av. Noschese.
Ao invés da sub-prefeitura fazer um trabalho decente de
recapeamento da avenida, já que pagamos impostos caríssimos,
quando eventualmente os tampa, é de maneira bem porca e
mal feita. Por isso que a Avenida chegou a esse ponto. Ah, e ainda
dizem que tem morador que não quer que seja boa senão
o fluxo aumenta... na certa eles só andam a pé né!
Janaina Lopes
02/10/08
Gostaria de ajuda para denunciar barulhos de som ( festas), que
ocorrem normalmente nos finais de semana das 20.00 as 04.00 hs
da manhã, direto, no volume assustador ( de tremer o prédio),
impedindo toda vizinhança de dormir.Isso ocorre na R. Pirauba,
e Rua Jose Benedito, logo atrás da Padaria do Parque.
Não existe respeito algum pelos vizinhos.Não sei
até onde posso chamar a policia, pois se eles ( os barulhentos)
descobrem quem denunciou, posso sofrer violência e retalhações.
Vocês podem me ajudar?
Aguardo uma resposta e agradeço a atenção.
Uma moradora
09/09/08
Recebí na semana passada o Jornal a Trombeta de no. 111
e que agradeço.
Com relação a reportagem "Vamos melhorar nossas
ruas", o que tenho a dizer é que realmente necessitamos
de melhoras inclusive na área dos eucaliptos (antigaAv.
2 ), pois, a sujeira despejada naquele local é impressionante,
como pneus velhos, restos de móveis, entulhos etc. e isso
tudo parece ser feito por moradores aqui do Parque.Outro fato
a lamentar são as ruas laterais como a Rua Elias Francisco
Miguel que a questão de alguns meses passados um morador
despejou sacos de entulho em toda lateral da rua e onde o mato
estava mais alto.
Será que este morador não sabe que a prefeitura
fornece caçambas gratis para colocar este tipo de lixo?
E também não sabe que pequenas quantidades de entulho
são levadas pelos própríos lixeiros.?
Quanto a sujeira da cachorrada não dá nem "pra"
falar mais. É lamentável.!!! Por outro lado, como
primeiro morador ,gostaria de lembrá-los que o nosso querido
Parque Continental estará celebrando 40 anos no próximo
dia 6 de novembro, data em que me foi dada a chave da primeira
casa. Em seus arquivos deve estar uma carta que enviei a V.Sas.
em 11 de julho de 2002. contando a história dos primeiros
dias do parque.
Um grande abraço. Marcos Oziris Boscolo marcos.boscolo@uol.com.br
:: Desbravando o oeste (homenagem a uma mulher)
::
Em 1969 deixei o Brás, bairro em que vivi meus primeiros
37 anos de vida e onde tive as mais gratas e emocionantes etapas
de minha existência, desde meu nascimento, passando por
minha infância, juventude, adolescência e maturidade.
Casado desde 1957, com 4 filhos, saí da barulhenta Rua
do Gasômetro e um ano depois nasceu minha quinta filha.
Os ares do novo bairro propiciaram a formação do
quinteto, que tem sempre na letra inicial dos nomes o “M”:
Mauricio, Moacyr, Maria, Marcelo e Mylene. Modesto e Myrtes (eu
e minha esposa).
O novo bairro, Parque Continental, foi formado num sítio
pertencente ao antigo Frigorífico Wilson, onde havia rebanhos
de gado, na engorda, preparados para o abate. A área toda
fica localizada, a maior parte, no município de São
Paulo, separado por um córrego, divide com o município
de Osasco a parte menor. Pelo antigo BNH, financiei meu sobradinho
que, 5 anos depois, vendi para comprar uma casa maior, dentro
do próprio Parque, onde estou até hoje.
De início, as dificuldades inerentes a um habitante de
bairro localizado a 2 ou 3 quilômetros do centro, com todas
as mordomias, passando, de repente a morar num lugar que, pra
se comprar pão e leite tinha que atravessar a Avenida Autonomista
e, em Osasco, toda a manutenção que um lar exige.
Louve-se a Myrtes, que escolheu o lugar e a casa, com muita alegria
e felicidade por ter se livrado do pequeno apartamento da Rua
do Gasômetro (ela era do Cambuci). O Brás já
estava perdendo seus ares provincianos depois da famosa enchente
de 1968, enfrentou com galhardia e muito amor a nova situação.
Concordamos em ficar na parte mais alta do Parque (fomos os primeiros
moradores) porque, traumatizados com a enchente da Rua do Gasômetro,
temíamos nova avalanche, que nunca aconteceu e, por um
ou dois anos, ficamos quase sem água, pois estando na parte
mais alta do Parque, seus construtores não calcularam que,
com a vinda de novos moradores, a população parqueana
aumentou tanto que uma gigantesca cisterna improvisada pra captar
água do reservatório e seu bombeamento, na distribuição,
se tornaram insuficientes.
Eu, vendedor de embalagens, com meu fusquinha, saía de
manhã e só voltava no fim do dia, as vezes, a noite.
A Myrtes, com nossos 5 filhos, num sobradinho de dois dormitórios,
sala, cozinha, galhardamente e com muita satisfação
e amor enfrentava a nova situação. O mais velho,
Mauricio, tinha 11 anos, a Mylene, a mais nova, nasceu nesse mesmo
ano, 1969.
Estes anos todos foram os melhores de nossa vida familiar, sobretudo
a repentina mudança de ares, mas, sem nunca esquecer o
velho Braz onde as raízes, fortes por demais, agarram-se
às memórias de qualquer mortal por espelhar o encanto
que é a juventude, tão bela, gratificante, emocionante
e saudável, acompanhando seu detentor pro resto de sua
vida. Já disse alguém que a juventude é tão
preciosa que não deveria ser confiada a pessoas tão
jovens, e eu emendo com a certeza de que, se fosse confiada a
alguém com muita experiência de vida, ela desapareceria
como por encanto.
Logo nos primeiros meses, morando numa quase viela, rua estreita
e sem saída, em que os carros são obrigados a estacionar
com duas rodas sobre a calçada pra dar espaço a
outros vizinhos. Casas bem valorizadas, agora, pelo simples fato
de não ter saída. Fui logo contatar-me com os novos
vizinhos que vinham chegando, coincidindo com as entregas das
chaves. Todos são novos vizinhos de todos e como nos primeiros
contatos, todos são virtuosos, quase sem defeitos, pra
depois de um ou dois anos, se conhecendo melhor, as virtudes serem
amenizadas, dando lugar a pessoas normais, isto é, com
a dualidade de caráter mais antiga do que andar pra frente.
Intimidade é “fogo”, mas isso não interessa,
o corolário da nossa existência exige esse tempero,
senão...
Fazendo o “meio de campo” das relações
vicinais, e sequioso de um bom futebol, pois havia perdido o melhor
espaço do Parque D. Pedro II, que nessa época virou
um canteiro de obras da construção do metrô,
fui arregimentando os que gostavam de futebol, o que não
foi difícil, e já nos primeiros domingos, de manhã,
formado por “jovens” de meia idade, demos início
ao “racha”, que existe até hoje. Concorridíssimo,
outros moradores chegam até hoje, foi crescendo, obrigando
a realizarmos duas partidas na mesma manhã.
Com o avanço populacional rápido e grande, os problemas
relativos à compra de casas pelo antigo BNH foram aflorando,
daí uma entidade representativa se fez necessário.
Falta de iluminação pública, escola, posto
de saúde e o comércio varejista que enseja a alguns,
oportunidades para instalações de uma pequena “vendinha”
em sua própria casa, atendendo e abastecendo os moradores
nos insumos básicos.
Aí um outro desejo da maioria, de solução
a médio prazo, que se fez necessário: uma igreja,
improvisada ou não, e um padre. Pra se assistir a uma missa
tínhamos que recorrer a uma paróquia da Vila Yara,
em Osasco, próxima da Cidade de Deus, do Bradesco ou no
Jaguaré que não é muito longe, pra quem tem
carro, mas, a pé, principalmente para os idosos, era muito
dificultoso. Primeiro arrumamos um padre, Giusepe Narduolo, que
se acomodou numa das casas cedidas pela Continental, onde residia
e rezava, todos os domingos, duas missas, atenuando provisoriamente,
o anseio dos parqueanos católicos. Nessa altura, com outros
dez moradores, fundamos a SARPAC, Sociedade Amigos do Residencial
Parque Continental, ainda em 1969 e que existe até hoje.
Nessa época, as sociedades amigos de bairros tinham força
política junto aos detentores do poder, conseguindo, assim,
várias reivindicações que a Continental deixava
de cumprir. Também tinham os entraves da época.
Como um bom número de moradores eram (e ainda são)
professores da USP, por causa de sua proximidade, para qualquer
reivindicação oriunda de nosso meio a Continental
recorria aos poderes públicos, em plena revolução,
acusando-nos de movimento subversivo. Eu tinha, como vizinhos,
dois professores da USP, de física nuclear, Yogiro e Kazuo,
que faziam parte da diretoria e só o Kazuo jogava futebol
conosco, o Yogiro tocava violino.
Uma de nossas maiores expectativas era o clube. Depois de várias
tentativas da sociedade, eles, a Continental, grupo formado no
Rio de Janeiro por próceres militares e seus parentes,
na nababesca edificação construída no Rio,
monumento vivo da malversação do dinheiro público,
construiu o clube, que constava na lista de itens atrativos na
compra da casa. É bem verdade que era um meio aparentemente
econômico pra se comprar uma casa (na ocasião comprar
uma casa era pra poucos), mas as correções trimestrais
se mostraram pouco eficientes. Dentro dos cálculos dos
funcionários da Continental, a casa financiada, depois
de se ter pago mais da metade de seu preço em 7 ou 8 anos,
tinha como saldo valor maior do que seu preço inicial.
Loucura total.
A SARPAC conseguiu vencer todos os obstáculos trazendo
água abundante, iluminação pública,
asfalto em todas as ruas, a construção da Escola
Arquiticlínio dos Santos, o consultório do doutor
José Rosseti, a clínica do doutor Percy Arantes
Salviano, pediatra que atendeu meus filhos e que hoje ainda atende
os filhos de meus filhos, padaria, super-mercado, construção
da igreja e com o despejo do “nosso campo de futebol”,
demos lugar à construção do Shopping Continental.
Nestes quase 40 anos na formação de um bairro, louvo
o valor, a determinação e a coragem de enfrentar
os grandes problemas que exigem lucidez, firmeza e muito, muito
amor, na criação dos cinco filhos, transferindo
a todos a enorme felicidade que seu coração irradia.
Homenagem a minha mulher, Myrtes.
Modesto
Laruccia - modesto.laruccia@terra.com.br |